De volta mais uma vez... Quantas voltas darei para voltar a mim? Apresento a minha vida sem omissões. Apresentando, relembrando e resignificando o que já vivi, vou me conhecendo e me reconhecendo. Conhecendo-me, favoreço a minha compreensão. Compreendendo-me, domino a ciência da paz, sobretudo a ciência de estar em paz comigo mesma. Ciente da paz que me habita, amo cada vez mais este ser que se expressa de infinitas formas a universalidade do meu viver.
Comecei a escrever este livro a vários anos atrás, provavelmente no final dos anos 80. Parei e retomei várias vezes a escrita do mesmo. Cheguei, muitas vezes, a esquecer-me dele e em outras vezes, a ama-lo profundamente.
Nos momentos que parei de escrever a minha história foi como se alguma muralha interrompesse o curso de um rio. Este rio parou temporariamente. A muralha que conteve o rio em alguns períodos só fez aumentar ainda mais a sua força. Hoje o rio corre solto. Não sei ainda se destruiu a muralha ou se a ultrapassou. O importante é que o rio segue o seu trajeto. Cada lugar é um lugar novo. As águas se renovam, não envelhecem. Cada tempo é um tempo novo. Volto agora com uma nova proposta e um novo desafio. Mostrar através deste livro a minha história; não só a mim, mas a quem se interessar por ela. Às ve
zes, me pergunto: Qual o propósito de mostrar ao outro a minha história? Não basta apenas a mim ter acesso a ela? Acho que passei estes anos todos tentando responder esta pergunta. Mais do que isso, tentando achar uma forma de comunicar os “tabus” da minha história. Como contar o que não consegui, anos a fio, contar a mim? Como preservar-me e a tantas pessoas que compõe o quebra-cabeça de minha vida? Como falar sem invadir a minha privacidade e a privacidade do outro? Demorei mais de 20 anos para encontrar esta resposta. Só agora encontrei uma fórmula mágica para falar tudo que precisa ser falado sem me tornar devassa. Apelando para a minha inteligência e criatividade e me desapegando do medo de invadir o que o outro tem de mais valioso - a própria vida - bem como, respeitando-a integralmente, dou-me, finalmente, o direito de abrir a primeira página de meu livro.
zes, me pergunto: Qual o propósito de mostrar ao outro a minha história? Não basta apenas a mim ter acesso a ela? Acho que passei estes anos todos tentando responder esta pergunta. Mais do que isso, tentando achar uma forma de comunicar os “tabus” da minha história. Como contar o que não consegui, anos a fio, contar a mim? Como preservar-me e a tantas pessoas que compõe o quebra-cabeça de minha vida? Como falar sem invadir a minha privacidade e a privacidade do outro? Demorei mais de 20 anos para encontrar esta resposta. Só agora encontrei uma fórmula mágica para falar tudo que precisa ser falado sem me tornar devassa. Apelando para a minha inteligência e criatividade e me desapegando do medo de invadir o que o outro tem de mais valioso - a própria vida - bem como, respeitando-a integralmente, dou-me, finalmente, o direito de abrir a primeira página de meu livro.
Pode ser mais fácil, embora ainda difícil, escrever um livro sobre sua vida e deixar que alguém o publique após a sua morte. Escrever e publicar em vida a vida que você vive, viveu e viverá não me parece uma tarefa das mais fáceis, mas adoro desafios. Mais do que desafios, adoro compartilhar com o outro o que tenho de melhor. E, as experiências de minha vida são o que tenho de melhor para oferecer a quem delas quiser e puder tirar algum proveito.
Este livro retratará o meu passado, o meu presente e o meu futuro. Não precisará, necessariamente, respeitar uma ordem cronológica – passado, presente, futuro. Os tempos se mesclarão compondo a minha história. Por ser um livro virtual escrito a meu bel prazer juntamente com a leitura de quem dele se deleita, não sei quando terá um fim. Na verdade, terá vários fins – finais de ciclos e jornadas – assim como a vida. É um projeto interessante e desafiador. Não sei no que vai dar. Só sei que para alguns pode ter um gostinho diferente ler um livro que não “acaba” e para outros pode ser entediante. Na verdade, ele pode acabar quando eu não puder mais escrevê-lo. Se alguém se dispuser a dar um final a ele, poderá ter um ponto final. Pode também ficar pela metade, ou quase no finalzinho. Pode durar um dia, uma semana, um mês, ou anos a fio. O que posso lhe garantir é que cada capítulo apresenta uma lição de vida. Se isto lhe bastar, uma boa leitura para você!
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