Costumamos agradecer a Deus e a tanta gente e nem
sempre nos lembramos de agradecer a nós mesmos a nossa luta e a nossa dedicação
pela nossa própria vida. Ai de nós se não fosse nós mesmos!
Fiz tanto por mim, me dei tantos toques importantes,
esforcei-me por fazer o melhor que podia pela pessoa que me habita. Às vezes me
sinto duas, as vezes mil ou infinitas pessoas diferentes a amparar-me. Nem sei
mais quem sou realmente. Sei que sou muitas, várias, enfim sou muito mais um
advérbio de intensidade do que um sujeito simples.
Agradeço a todas as Cláudias Luizas que me deram as
mãos ao longo desta tortuosa estrada chamada Vida. Encontrei-me e cresci mesmo
quando algumas delas me indicaram o caminho errado. Hoje sei que não foi por
maldade as indicações inapropriadas, mas por pura imaturidade. Todas elas,
desde a mais imatura a mais sábia, sempre agiram com as melhores intenções.
Aquela que fazia perder-me acabava desesperadamente gritando por socorro. Seus
gritos sempre foram ouvidos por uma redentora que após o resgate serenamente
advertia: ― “Mais cuidado na próxima vez”! Acho que a inconsequente acabava ficando mais cuidadosa e experiente.
Valeu! Tudo valeu à pena. Obrigada pelas mancadas,
vacilos e acertos. Todos eles me fizeram crescer e o mais importante, conhecer
novas Cláudias Luizas ao longo da minha caminhada. Todas elas comprometidas
comigo, mas nem sempre conhecedoras da verdade, no entanto conscientes de que a
verdade é apenas uma experiência que se adquire a cada passo.
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